Operação Talpa: Catanduva seria o centro de distribuição de droga

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ofereceu denúncia contra os 36 suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. A ação é um desdobramento da Operação “Talpa”. A investigação é realizada há dois anos e Catanduva seria o centro de distribuição da droga. Esse é considerado o maior processo contra o tráfico de entorpecentes da Cidade Feitiço.

Em setembro deste ano, oito pessoas da nossa região foram presas. As prisões foram registradas em Catanduva, São José do Rio Preto e no Mato Grosso do Sul. Ao longo da operação, que busca o combate ao tráfico interestadual de entorpecentes, mais de dez toneladas de drogas de diferentes tipos foram apreendidas.

Em entrevista, o delegado da Polícia Federal e responsável pelo inquérito policial, Gustavo Andrade de Carvalho Gomes, aponta que a fase policial foi encerrada. “Agora o Ministério Público ofereceu denúncia contra os investigados. Também foi realizada, em decorrência da investigação, quatro prisões na semana passada. No inquérito representamos pela prisão preventiva dos investigados e agora o Ministério Público ofereceu cinco denúncias”, explica.

O promotor do GAECO, Tiago Fonseca, aponta que agora, os suspeitos de envolvimento no esquema criminoso estão em prisão preventiva, não mais em prisão temporária. Eles devem responder por processo de associação ao tráfico e permanecem presos. “Isso possibilita que (eles) não retornem e não se estruturem novamente em uma associação criminosa que em dois anos movimentou pelo menos dez toneladas de droga”, disse Fonseca.

A pena dos envolvidos, caso sejam condenados, varia de três anos e meio até 13 anos, de acordo com a participação de cada um. “Além das cinco denúncias das 36 pessoas, ainda permanecem sob investigação os tráficos pontuais, o envolvimento dessas pessoas em cada um das apreensões das drogas que levará ao levantamento de outras denúncias. Cada uma pode ter pena de seis a 20 anos”, complementa.

O promotor do GAECO reforça que esse seria o maior processo contra o tráfico de drogas atualmente na Cidade Feitiço. “Catanduva teve um processo muito emblemático em 2012 na ‘Operação Gravata’ com um número alto. O que é um diferencial nessa investigação da Polícia Federal e na denúncia do GAECO é que conseguimos identificar, prender e processar fornecedores de drogas. Não somente aqueles que comercializam no varejo, mas também fornecedores que comercializam a partir de toneladas”, finaliza.

Tudo começou em Catanduva

Em coletiva realizada em setembro deste ano, os representantes apontavam que as investigações da operação começaram em agosto de 2015. Na época, as equipes da Polícia Federal receberam a informação de que um núcleo criminoso de Catanduva estaria escondendo drogas em propriedades rurais. O entorpecente seria enterrado para que não fosse encontrado, o que teria dado nome a operação.

“Com o desenvolver da investigação foram identificados alguns núcleos criminosos. Os sediados em Catanduva se dedicavam ao recebimento da droga. Parte da droga abastecia o comércio local e regional. E parte da droga seguia para outros locais”, explicou delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito policial da investigação, Gustavo Andrade de Carvalho Gomes.

Cíntia Souza | O Regional

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